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Mostrando postagens de dezembro, 2017

Povo Idiota

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Eu não estudei na faculdade de desculpas Eu não fiz mestrado em hipocrisia Apenas nasci em um bairro de brigas E cresci ouvindo que viver gasta muita grana Mas quando você escolhe ser cidadão Você paga por aquilo que você gasta E tudo que você faz pode parecer corrupção Mas então você entende que seu país é uma merda Eu não quero ser patriota Por que meus sonhos são reais Não preciso ser parte do povo idiota Que traficam corrupção como marginais Por que a verdade é muito difícil Então é mais fácil ser ignorante E eu não quero fazer parte disso Pois um povo idiota não vai para frente Alguns falam em uma guerra civil Outros falam em nova ditadura Mas eu vi uma passeata parar o Brasil Mais ou menos cem mil de caras pintadas Eu vi eles incendiando ônibus E destruindo tudo por quinze centavos Mas então eles vão lá e colocam-nos de novo E dizem: ladrão por ladrão melhor o que está do seu lado E isso não muda sua rotina diária Ate que seus filhos ficam sem estudar Mas é apenas um aumento ...

Colapso

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Procurei os cigarros com a luz bruxuleante De uma t.v. mal sintonizada no jornal Sinto-me solitário hoje e sem  alcaloide Meus amigos devem estar em algum canto de babel Não deveria me sentir assim hoje Mas a fogueira das vaidades te transforma A musicas das ruas te chama e te surpreende Estava limpo fazia duas semanas E quando o perfume de sujeira lhe atrai Dez Reais é o suficiente na floresta. Trancafiado em minha própria fobia Garotas bonitas lhe dizendo este é o paraíso Todas as luzes e sons são mágicos em minha utopia Dinheiro entra e sai com doses fortes de absinto E você não conhece mais ninguém neste lugar Em uma Osvaldo Aranha perdida na esquina Amigos lhe oferecendo amigos para viajar E sem dinheiro você compra a garota com anilina Quer se divertir a floresta de concreto é o lugar. Um passo para um colapso Um olhar e você já esta armado Observando aquele casal de namorados Meu amigo, bem vindo à floresta de concreto. ...

A princesinha

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Hei! Princesinha, por que tanto choras? O mundo não tem se comportado bem Eu já avio percebido o seu olhar Estão lhe cobrando pelos presentes que tem? Hei! Princesinha, a quanto deseja a liberdade? Os empregados se mantéis sempre ocupados O dinheiro não satisfaz um palhaço triste Enquanto que jardins secretos escondem amigos. Você é tão indiferente Tão criativa e tão determinada Como sua mãe tão confiante Mas há lagrimas nesta face borrada. Um coração jovem e um jeito confuso Você se balança sob a brisa na macieira Seu pai, pelo real exercita inglês se mantéis vivo! Enquanto a cancróide lhe traz a cegueira. Por isto seu coração encerrou-se em cristal O truão não mais a encanta como antes Então não imponha limites a o plural Pois o labirinto pequeno para um sonho grande. Hei! Princesinha, eu quero um sorriso! Os sonhos se desfazem quando paramos de acreditar Hei! Princesinha fuja para dentro do espelho! Febo e Febe ir...

New Dea

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Os primeiros traços de luz refletem no metrô Uma canção se faz contagiante no Central Park Algo no ar relembra-me meu avô Canções de como as luzes despertam no desfecho da tarde. Sobre o entregador de leite nas portas do Brooklin Sobre os garotos jogando basquete no Harley Canções sobre um negro com nostálgicos devaneios de Martin Luther King Sobre solidão desavenças ou modos de viver. Fitando um  banner  de Coca-Cola no alto da estação O café quente e um cigarro ao lado Ao eives de imagens de morteiros e suas explosões Apenas pombos frenéticos com seus cantares abandonados. Enquanto uma garoa fina começa a delinear o dia O Senhor Proley estas prestes a abrir o café da 5° avenida Eu mais por amizade do que por gula sempre dou uma passadinha lá Depois de dois anos sob estrelas, os pequenos detalhes são os grandes prazeres da vida... Hoje não há o que eu não deslumbre na grande maça Melhor seria se eu nunca tivesse ido ao Vietnã. ...

Soneto a Porto Alegre

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Triste vontade de viver que faz sonhar O galo cantou, o sol raiou, o Anchieta passou. Aqueço o café, enxaguou o rosto para acordar. Ponho um pé na rua e junto o que o lixeiro deixou Visto a roupa, pego as chaves e o celular. Corro para pegar o Assis Brasil ou vou a pé O cachorro comeu, apaguei a luz e desliguei o gás. Pena o ônibus estar lotado. Droga! Esqueci o café Ah! O cheiro de cachorro quente de rua Uma musica cantada com: “fabrica de calcinha” E alguém cantando: “vendo vale troco vale” Todo dia tudo tão igual, mas com tanto sentimento. Pombas no alto, táxis em baixo na grande Porto Alegre. Parece simples, mas á uma poesia no centro.

Todo O Peso Do Mundo

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Como saber quando desistir Seria o destino escrito Eu era uma criança feliz Eu me lembro de cada momento Talvez eu fosse mau Uma criança egoísta Um impuro aos olhos de Deus Ou um assassino em vidas passadas Mas esse é o castigo Morrer e continuar vivendo Depois de tudo acabar como mendinho Talvez eu esteja cheio de demônios Eu vejo pessoas se superarem Pessoas com muita fé Eu vi meus familiares morrerem Eu vi a vida arrancar minha fé Pessoas que eu amo serem ofendidas e julgadas E hoje elas vivem felizes Talvez esse ódio não me leve a nada Mas permanecerão as cicatrizes E eu sou apenas mais um louco Que logo estará sem um teto   E morando na rua Apenas mais um mendigo Que ninguém lembra Mas eu queria apenas uma resposta De por que isto aconteceu comigo Como a vida pode ser justa Talvez eu tenha sido condenado A carregar o peso do mundo Talvez acabe no jornal Uma historia de suicídio Um poeta sem nada Só mais u...

De Tempos Em Tempos

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Tantas pessoas passam por nossas vidas E algumas nem sabem como estamos Não perguntam nada Apenas querem estar juntas Temos tantos amigos E eles nem sabem que choramos Não sabem quando caímos Por que mudamos de amigos De tempos em tempos Estamos em casa sozinhos De tempos em tempos Pensando em quem não está lá De tempos em tempos Esperamos o telefone tocar De tempos em tempos Apenas por algum tempo Quando o coração está partido Gostamos das coisas mais estranhas Como ver a chuva caindo Ouvir musicas melancólicas Olhas as pessoas pela janela do ônibus Estar com um cigarro nos dedos Sentir-se bem em dias nublados E sempre cai bem um café ou um vinho Mas no fim nos recuperamos Por que isso acontecesse de tempos em tempos Eu sempre digo isto: “você deveria ver com os meus olhos” Então saberia como me sinto com olhos melancólicos Mas é mais fácil dar um sorriso Do que ter que explicar toda a dor Mas é de tempos em tempos Tempos de frio, tempos de amor.

Estrelas Estão Se Apagando

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Tanta gente andando para todos os lados Perdidas em seus pensamentos Algumas nem percebem o tempo Essa é a vida que escolhemos Ou a deixamosela seguir o seu curso Mas será que podemos voltar Fazer as coisas que esquecemos Talvez devêssemos para de planejar E perceber que algumas estrelas se apagaram Desejamos apenas estarmos apaixonados Mas deixamos de lado nossos sonhos Quando paramos para sentir o vento Ou observar a lua com alguém do lado Alguns preferem viver sozinhos Outros solitários estão doentes Mas todo mundo sente falta de carinho Todo mundo sente Todo mundo sente Todo mundo sente Não temos todo o tempo do mundo Mas poderemos dizer que valeu a pena Que seja pouco, mas que seja intenso Vamos observar as estrelas Vamos dizer o que sentimos Vamos acreditar nas lembranças que ficaram Vamos tornar cada momento único Por que algumas estrelas se apagaram E não vale a pena lamentar O desejo é inconsciente Alguém a...

De já-Vu

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(1° Ganância dos Lordes) Na época dos lordes A terre emanava sua essência A ganância trazia a morte Sangue justificado por gloria Um homem perdeu sua alma Camponeses ao relento A bruxa o viu nas runas Ela lamenta por seu destino Guerras não bastam Apenas o medo impõe ordem Ele jogou fora seu coração Agora orgulho é o que ele tem Um jovem trovador humilde Envenenado pelos reis Deixando sua família a sorte Crendo que foi por que Deus quis Tomou posses e terras Deixou sua família morta Tirando de mulheres e crianças Mas o destino sempre cobra (2° Lamento dos Mártires) Ganancia, dinheiro, gloria. Almas corrompidas O sangue é derramado pela coroa E para nós fogueiras e forcas Sem perder nossa fé Temos mais vidas para desatar o nó Gaia nos colocará de pé Da terra a terra, do pó ao pó. (3° Essência Animal) Desejo da lua De retornar a essência De toda a sagrada natureza Desejo da lua De me tomar em alma e espirito p...